Curso de mandarim

Royal Opera House de Londres receberá ópera pop em mandarim de Damon Albarn

Londres, 12 mar (EFE).- A Royal Opera House de Londres receberá este ano uma ópera pop cantada em mandarim, "Monkey: Journey to the West", composta pelo músico britânico Damon Albarn, vocalista da banda Blur.

A tradicional casa de concertos, que já recebeu nomes como Joan Sutherland, Plácido Domingo e viu dançar Rudolf Nureyev, será transformada em uma espécie de circo, povoado por personagens de desenhos animados, acrobatas voadores e um conjunto de artes marciais.

Quando estreou no ano passado em Manchester, o jornal "The Times" descreveu a ópera como um "teatro musical", e disse que era uma "improvável combinação de 'O Rei Leão', o Cirque du Soleil e o filme 'O Tigre e o Dragão', de Ang Lee".

"Monkey" faz parte da temporada de verão em Covent Garden, que realizará em julho e agosto eventos dedicados à cultura chinesa, que incluirão apresentações do Balé Nacional da China e do Conjunto Acrobático de Guangdong, em paralelo à realização dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Esta nova aventura do vocalista do Blur é um espetáculo de duas horas, que passeia entre vários gêneros, e é cantado inteiramente em mandarim. A direção cênica do show é do chinês Chen Shi-Zheng.

O protagonista é o Rei Macaco, um personagem que ambiciona se transformar em imortal e dispor de poderes mágicos, e para isso viaja por diversos continentes em busca de um mestre.

Finalmente, ele termina por encontrar Subodhi, um mestre taoísta que lhe ensina a voar em uma nuvem mágica e a transformar-se em tudo o que deseje.

Armado com uma varinha mágica que lhe foi dada pelo Rei Dragão, o Rei Macaco viaja ao céu para exigir que seu poder seja reconhecido.

Lá chegando, no entanto, cria o caos, e obriga a intervir o Grande Buda, que lhe prende sob sua palmeira durante 500 anos.

Passado esse tempo, o Grande Buda pede à deusa Gua Yin que encontre alguém capaz de levar as Sagradas Escrituras da Índia à China.

O escolhido por Guan Yin é Tripitaka, um enfeitado e virginal monge, interpretado por uma mulher. A deusa encarrega o Rei Macaco de escoltá-lo durante essa viagem.

No caminho, o Rei Macaco e Tripitaka encontram com outros personagens, com os quais viverão diversas aventuras antes de chegar a seu destino.

A música de Albarn, que também liderou bandas como Gorillaz e The Good, The Bad and The Queen, foi qualificada de "exótica" pela crítica.

A orquestra consiste em instrumentos ocidentais, entre eles dois violinos, cello, trombeta, trombones e percussão, e outros chineses, todos eles de cordas. Além disso, o compositor recorre também aos sons eletrônicos e à voz humana.

Albarn e o artista Gavin Turk criaram inclusive um novo instrumento, chamado "claxófono", que reproduz o som das buzinas dos carros nas cidades chinesas.

Toda a música do espetáculo é amplificada, o que acrescenta uma outra dimensão ao som.

Um crítico descreveu musicalmente "Monkey" como "uma mistura de Ennio Morricone, Philip Glass e cantos budistas tibetanos".
Fonte site abemúsica